29.8.06
>> Atividade física no tratamento da síndrome de Down.
A atividade física para portadores de necessidades especiais é muito importante no processo de inclusão social destas pessoas, pois auxilia na socialização, melhora o equilíbrio emocional e também ajuda prevenir doenças congênitas que por acaso venham a atingir estes indivíduos. Estudos mostram que pessoas com deficiências, notadamente os portadores da síndrome de Down, tendem a se tornar sedentários, levando-os a desenvolverem problemas como obesidade, diabetes, colesterol e triglicérides altos,hipertensão e doenças cardíacas. O estudo lembra que os portadores desta anomalia têm tendência natural a uma compulsão alimentar, o que pode levar a uma alta do peso corporal. Também apresentam uma pré-disposição à doenças do coração. Por isso, especialistas afirmam ser fundamental que os portadores da síndrome sejam estimulados desde criança à prática regular de alguma atividade física. Os exercícios mais indicados para quem tem esta necessidade especial são: a caminhada, a corrida,a natação, andar de bicicleta e a dança. São atividades que podem ser feitas sem grandes dificuldades por estas pessoas e vão ajudar a uma melhora da condição corpórea, prevenindo doenças provocadas por uma vida sedentária e ajudando a melhorar a auto-estima e o equilíbrio emocional dos portadores da síndrome de Down.
>> Fuja do sedentarismo e ganhe saúde.
A falta de exercícios sempre esteve associada a doenças e a fatores de risco para a saúde. Hoje, a própria Organização Mundial da Saúde revela dados que mostram que morrem por ano nos Estados Unidos, cerca de 250 mil pessoas por problemas decorrentes da ausência de atividade física. O indivíduo sedentário tem maior probabilidade de desenvolver problemas do aparelho cardiorrespiratório e circulatório. Outra má notícia é que os sedentários têm ainda maior predisposição a vários tipos de câncer, como o de cólon, pâncreas, rim e mama. Doenças do sistema endócrino, como o diabetes do tipo 2 e a obesidade, que tem se tornado um verdadeiro flagelo atingindo milhões de pessoas em todo o mundo, também poderiam ser combatidas com a prática regular de exercícios. Patologias como mal de Parkinson, Alzheimer e esclerose múltipla também poderiam ser prevenidas desta forma. A pratica sistemática de atividade física demonstra evidências de melhora do sistema cardiovascular, pois diminui de colesterol total e aumentando as frações do HDL , também chamado de o “bom” colesterol.
28.8.06
>> Pílula do dia seguinte tem venda liberada nos EUA.
Após anos de debates, o governo americano autorizou nesta quinta-feira a venda livre da `pílula do dia seguinte` para maiores, apesar da feroz oposição da direita cristã. "A FDA (Food and Drug Administration, agência que regula os alimentos e os medicamentos nos Estados Unidos) anunciou a aprovação da chamada Plano B, uma pílula anticoncepcional, com uma Opção de Venda Livre (OTC) para mulheres de 18 anos ou maiores. A Plano B é conhecida como um método anticoncepcional de emergência ou como `a pílula do dia seguinte`", informou a agência em um comunicado. A Plano B, cujo componente químico é 0,75 mg de levonorgestrel, poderá ser adquirida por menores de 18 anos com prescrição médica, acrescentou. "A Duramed, subsidiária da Barr Pharmaceuticals, distribuirá a Plano B com um programa rigoroso de etiquetagem, embalagem, educação, distribuição e controle", emendou a FDA. A `pílula do dia seguinte`, um meio anticoncepcional eficaz nas 72 seguintes a uma relação sexual sem proteção, já estava disponível sob prescrição médica desde 1999 nos Estados Unidos, onde é comercializada pelos laboratórios Barr. Em 2003, uma comissão da FDA havia recomendado que este medicamento fosse de venda livre para mulheres adultas. Mas devido a uma forte oposição da direita cristã contra o aborto, a agência desistiu da proposta. O debate foi relançado no verão (boreal) passado pelo novo diretor da FDA, Andrew von Eschenbach, sob pressão política. Depois de um longo processo no qual se considerou a opinião de vários especialistas, a FDA finalmente autorizou oficialmente, nesta quinta-feira, a venda livre da `pílula do dia seguinte` para as mulheres adultas e para menores de 18 anos com prescrição médica. O presidente americano, George W. Bush, defensor da abstinência sexual antes do casamento, havia aprovado a decisão indiretamente. "Considero que deve ser obrigatória uma receita para que as menores obtenham a Plano B", disse na segunda-feira, afirmando que apóia as decisões de Von Eschenbach. "Esta decisão, que deveria ter sido tomada há muito tempo, é uma vitória para a saúde das mulheres", reagiram em um comunicado as senadoras democratas Hillary Clinton e Patty Murray. "Também é um momento importante para (...) mostrar que a FDA retornará a seu objetivo, que é colocar a ciência à frente da ideologia", acrescentaram. Já da parte dos militantes contrários ao aborto, considerou-se "muito inquietante que a FDA tenha sacrificado a saúde das mulheres em nome da política", segundo declarou o presidente do Conselho de Pesquisa sobre a Família, Tony Perkins, que estuda levar o caso aos tribunais. "Lamentavelmente, nossa cultura pop moderna estimula as mulheres a tratarem sua fertilidade como uma doença", acrescentou Kimberly Zenarolla, vice-presidente do Centro Nacional de Ação pela Vida. No entanto, a venda livre não garante acesso irrestrito ao medicamento, principalmente nas cidades pequenas. Em março passado, a Wal-Mart, maior rede varejista do mundo, consentiu, depois de anos de procedimentos jurídicos, que a pílula seja vendida em suas farmácias americanas. No entanto, seus farmacêuticos estão amparados por uma cláusula de consciência e podem se negar a vendê-la.
>> Cigarro acelera envelhecimento da pele, diz estudo.
São Paulo - A vaidade é o novo argumento dos médicos no combate ao fumo. Estudo da Santa Casa de São Paulo quantificou o envelhecimento da pele com a ação do cigarro. E calculou as chances de o fumante ter problemas estéticos com a idade.Uma das conclusões da pesquisa da Santa Casa tem tudo para perturbar até os menos vaidosos - o envelhecimento facial do fumante é 3,5 vezes mais rápido em relação ao não fumante. "Queremos usar a estética para atingir o fumante", diz o dermatologista Marcus Maia, coordenador do trabalho, publicado na última edição dos Anais Brasileiros de Dermatologia, maior referência científica brasileira na área. "Há anos coordeno campanhas da Sociedade Brasileira de Dermatologia e não vejo progressos, o número de fumantes nunca cai significativamente." A dermatologista Mirian Marques, médica-assistente da Central de Laser do Instituto do Coração (Incor), concorda. "Tenho muitas pacientes que só pararam de fumar quando souberam que o cigarro envelhece."Rugas profundas ao redor dos olhos, da boca e nas bochechas são os primeiros sintomas da ação do cigarro. "Na pele do fumante, a fase das ruguinhas quase nunca existe. Os primeiros sinais são vincos grossos", conta Maia.Vaso Apertado - O cigarro provoca vasoconstrição - um só cigarro mantém o vaso contraído por cerca de 90 minutos. Com menos espaço para o sangue circular, a pele recebe menos oxigênio e as rugas se formam. Não só isso. A diminuição na quantidade de sangue faz com que a pele fique desbotada.A falta de sangue também age na camada de gordura da pele, que fica embaixo da derme. Com menos oxigênio, o número de células gordurosas diminui. No rosto, isso não é bom, já que a gordura ajuda na sustentação da pele. O resultado são ossos saltados e bochechas aprofundadas.Uma das explicações para a vasoconstrição é a nicotina agir no sistema nervoso simpático, região responsável pela estimulação de ações que permitem ao organismo responder a situações de estresse, como aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão e da adrenalina.A nicotina também estimula a agregação das plaquetas, parte do sangue responsável pela coagulação. Na prática, o sangue fica mais viscoso e com mais dificuldade de circular.O estudo da Santa Casa analisou 77 voluntários com idade de 40 a 60 anos. A maioria fumava havia mais de dez anos. Os grupos foram divididos por duas cores de pele, branca e negra. Os negros são mais resistentes às rugas. "A pele negra tem mais melanina (pigmento que faz as vezes de filtro solar) e colágeno (camada de sustentação da pele)", explica Mirian, do Incor. "O cigarro afeta a fabricação do colágeno."Não há dados exatos sobre a reversibilidade das rugas. "A vasoconstrição pode melhorar um pouco depois de alguns meses sem nicotina no corpo. Mas o colágeno não é mais reconstituído", alerta Mirian.A analista de sistemas Eliana Ponte, de 45 anos, que parou de fumar há um ano, sentiu algumas diferenças. "Não vi diferença nas rugas. Mas ganhei cor."
25.8.06
>> Serra acusa PT de desviar recursos da Saúde para outras áreas.
SÃO PAULO - O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, José Serra, acusou o governo petista de desviar recursos destinados à saúde para outras áreas, como o Bolsa Família. "O governo federal tem desviado recursos; o Tribunal de Contas demonstrou. Só para o Bolsa Família foram desviados R$1,6 bilhões; nada contra o Bolsa Família, mas não é gasto de saúde", disse o tucano ao ser sabatinado no auditório do Grupo Estado.
Serra ainda alfinetou: disse que a melhor coisa que o PT faria no campo da saúde pública seria "o Ministério da Saúde cumprir, e não descumprir, a emenda constitucional, que eu mesmo coordenei a aprovação, que assegura gastos mínimos da União, dos estados e dos municípios."
O candidato defendeu o restabelecimento de mutirões de cirurgia de catarata que, segundo ele, foram suspensos. "Nós estávamos operando 300 mil pessoas por ano no Brasil, agora vai cair para 100 mil, que não dá conta se quer do aumento vegetativo destas pessoas com problema de catarata".
Serra condenou, também, a atuação do governo federal em relação aos medicamentos genéricos. Ele afirmou que na sua gestão "um medicamento genérico era examinado em coisa de três, quatro meses, isso passou para um ano agora". "Tudo aquilo que eu fazia no Ministério da Saúde e tinha muito a marca minha, foi deixado de lado".
Medicamentos
O candidato negou uma possível integração entre o programa de entrega domiciliar de medicamentos, efetuado pela prefeitura e o programa de Farmácia Popular, do governo federal, classificando ultimo com "cosmético". "Nós distribuímos na prefeitura 174 medicamentos. É quatro vezes maior que a maior lista que tem no Brasil." Segundo ele, uma pesquisa do Ibope apontou que 94% consideram ´ótima e boa´ a distribuição de medicamentos na cidade de São Paulo e as Amas (atendimento médico ambulatorial), "que é um misto de pronto-socorro e unidade básica de saúde", tem aprovação de 92%. Comentou, ainda, que as Amas são parcerias com entidades como Santa Marcelina, Unisa, Unifesp, Fundação Zerbini.
Ainda sobre o tema medicamentos, Serra retomou sua atuação no Ministério da Saúde,"nós criamos a Farmácia Básica - R$1 município, R$1 estado, R$1 União por habitante. Com o que foi gasto nessa Farmácia Popular dava para mais do que duplicar a Farmácia Básica, sem ter o mesmo efeito eleitoral. Na Farmácia Básica é o Estado ou o Município que distribuem. Nós fizemos muito isso, mas essa não é a ótica do governo federal".
O candidato afirmou que "o problema do interior é esse, é o da distância" e defendeu criação ou recriação de 20 ambulatórios regionais, "pra começar, para poder atender especialidades e tudo mais, no interior todo".
Segundo Serra, as Santas Casas respondem por 50% dos leitos ofertados pelo SUS nos hospitais. "São Paulo é o estado, de longe, onde a filantropia séria tem mais peso. E as Santas Casas estão estranguladas por causa das transferências do SUS. Foi um movimento contrário ao que aconteceu no ministério". Defendeu um sistema de financiamento público das dívidas das Santas Casas, dando como exemplo, mais uma vez, sua gestão no Ministério da Saúde, "criamos aquilo que a imprensa chamou de Proer das Santas Casas". Esse programa incluiria renegociação das dívidas e subsídio das taxas de juros, "exigindo modernização administrativa como contrapartida".
Serra ainda alfinetou: disse que a melhor coisa que o PT faria no campo da saúde pública seria "o Ministério da Saúde cumprir, e não descumprir, a emenda constitucional, que eu mesmo coordenei a aprovação, que assegura gastos mínimos da União, dos estados e dos municípios."
O candidato defendeu o restabelecimento de mutirões de cirurgia de catarata que, segundo ele, foram suspensos. "Nós estávamos operando 300 mil pessoas por ano no Brasil, agora vai cair para 100 mil, que não dá conta se quer do aumento vegetativo destas pessoas com problema de catarata".
Serra condenou, também, a atuação do governo federal em relação aos medicamentos genéricos. Ele afirmou que na sua gestão "um medicamento genérico era examinado em coisa de três, quatro meses, isso passou para um ano agora". "Tudo aquilo que eu fazia no Ministério da Saúde e tinha muito a marca minha, foi deixado de lado".
Medicamentos
O candidato negou uma possível integração entre o programa de entrega domiciliar de medicamentos, efetuado pela prefeitura e o programa de Farmácia Popular, do governo federal, classificando ultimo com "cosmético". "Nós distribuímos na prefeitura 174 medicamentos. É quatro vezes maior que a maior lista que tem no Brasil." Segundo ele, uma pesquisa do Ibope apontou que 94% consideram ´ótima e boa´ a distribuição de medicamentos na cidade de São Paulo e as Amas (atendimento médico ambulatorial), "que é um misto de pronto-socorro e unidade básica de saúde", tem aprovação de 92%. Comentou, ainda, que as Amas são parcerias com entidades como Santa Marcelina, Unisa, Unifesp, Fundação Zerbini.
Ainda sobre o tema medicamentos, Serra retomou sua atuação no Ministério da Saúde,"nós criamos a Farmácia Básica - R$1 município, R$1 estado, R$1 União por habitante. Com o que foi gasto nessa Farmácia Popular dava para mais do que duplicar a Farmácia Básica, sem ter o mesmo efeito eleitoral. Na Farmácia Básica é o Estado ou o Município que distribuem. Nós fizemos muito isso, mas essa não é a ótica do governo federal".
O candidato afirmou que "o problema do interior é esse, é o da distância" e defendeu criação ou recriação de 20 ambulatórios regionais, "pra começar, para poder atender especialidades e tudo mais, no interior todo".
Segundo Serra, as Santas Casas respondem por 50% dos leitos ofertados pelo SUS nos hospitais. "São Paulo é o estado, de longe, onde a filantropia séria tem mais peso. E as Santas Casas estão estranguladas por causa das transferências do SUS. Foi um movimento contrário ao que aconteceu no ministério". Defendeu um sistema de financiamento público das dívidas das Santas Casas, dando como exemplo, mais uma vez, sua gestão no Ministério da Saúde, "criamos aquilo que a imprensa chamou de Proer das Santas Casas". Esse programa incluiria renegociação das dívidas e subsídio das taxas de juros, "exigindo modernização administrativa como contrapartida".
>> Medicamento é 2º item mais importado pelo correio.
Rio de Janeiro - Estudo realizado de janeiro a setembro do ano passado na Agência Central da Empresa de Correios e Telégrafos do Estado de São Paulo mostra que medicamentos para uso próprio são o segundo item mais importado por remessa postal em oito Estados, atrás apenas de alimentos: foram 7.404 casos de remédios e 11.979 de alimentos. Com a nova tendência, surgiram também as irregularidades, como a compra de anabolizantes, proibido no Brasil, e o envio de produtos fora da embalagem e até sem data de validade.Orientadora da pesquisa, Gisélia Santana Souza (UFBA) diz que todo medicamento traz um risco inerente, especialmente quando é comprado por meio eletrônico. Ela observa ainda que o fato de ser um produto para uso próprio pode facilitar a ocorrência de infrações, já que o cidadão está constitucionalmente protegido pelo direito individual. "O Código Postal Internacional diz que a correspondência é inviolável. Mas o Estado tem o poder de intervir quando necessário. Geralmente, só é possível abrir as mercadorias na presença da pessoa que solicitou a encomenda", diz. Ela acrescenta que há "uma quantidade excessiva" de casos nos quais os pacientes afirmam que o medicamento é para uso próprio, quando, na verdade, é para comercialização.Segundo Sueli Aparecida Kurihara, autora do estudo apresentado no 11º Congresso Mundial de Saúde Pública, no Riocentro, é possível descobrir se o produto é para comercialização analisando a quantidade importada, a periodicidade do pedido, além de nomes e endereços. "Há casos em que várias pessoas importam um mesmo produto e moram no mesmo endereço", explica ela, que analisou as informações registradas em formulários enviados para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As mercadorias passam por uma triagem e, no caso dos medicamentos, sempre passam por um controle sanitário, feito por técnicos da área. Para retirá-la é imprescindível a apresentação da receita médica.No período analisado, foram importados 22.203 itens, entre medicamentos, alimentos, produtos para a saúde (como seringa, catéter) e saneantes. O Rio, com 12.423, lidera a lista, seguido por São Paulo, com 8.166. Porém, quando se analisa o total de mercadorias retidas, 2.486, São Paulo fica na dianteira, tendo barrado 1.892 produtos, contra 548 do maior importador, que é o Rio.Considerando-se apenas os medicamentos, São Paulo surge novamente como mais rigoroso na liberação da mercadoria. Importou 3.204 e vetou 1.227. No Rio, foram 3.690 pedidos, sendo que 183 ficaram retidos na fiscalização. Além da razões já citada, há casos nos quais o medicamento não é liberado por desobedecer regras de acondicionamento. "Há situações nas quais o produto precisa ser mantido numa determinada temperatura", detalha Sueli.
24.8.06
>> Tabagismo: estudos revelam novos perigos.
Neste 29 de agosto, Dia Nacional de Combate ao Fumo, o vício em cigarro ganha matizes mais perversos de acordo com novos estudos apresentados nos 11o. Congresso Mundial de Saúde Pública e no 8o. Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, realizados até 25/08, no Riocentro.
Mais pobres
A pesquisa de Dyego Leandro Bezerra de Souza prova que o consumo de cigarro debilita saúde e renda dos mais pobres. Além de estragos na saúde, o hábito de fumar em pessoas com renda familiar de R$ 320,00, o gasto com cigarros pode comprometer até 17.26% do orçamento familiar. Justamente essa parcela da população é a que menos tem condições de arcar com os custos de tratamento de doenças gerados pelo fumo.
O estudo acompanhou 82 fumantes com baixa condição de renda, com idades entre 20 e 59 anos, homens e mulheres em sua maioria pertencentes às classes D e E. A média foi de 19 cigarros por dia e o tempo de consumo de 26 anos.
Para os autores do trabalho, o consumo do cigarro atinge em cheio o orçamento familiar e compromete significativa parte da renda - que poderia ser destinada a gastos com alimentação, educação e assistência á saúde.
Cigarro light
Outro estudo, feito em 14 capitais do Brasil com quase 20 mil estudantes mostra que eles acreditam no "conto do cigarro que não faz mal à saúde", o cigarro light.
Letícia Casado Costa alerta que adolescentes fumantes e não-fumantes acreditam que cigarros de baixos teores de alcatrão e nicotina fazem menos mal à saúde. Por isso, esse tipo de cigarro atualmente é o mais fumado entre os pesquisados.
Eles também foram contabilizados numa pesquisa mundial com escolares que analisa os fatores que estão associados à iniciação ao tabagismo.
No Brasil, o trabalho sobre tabagismo foi conduzido por uma equipe do Instituto Nacional do Câncer, que levantou dados de 19.217 alunos de 339 escolas públicas e particulares de 14 estados brasileiros. Os alunos eram de 7ª e 8ª séries do ensino fundamental e da 1ª série do ensino médio.
Em algumas capitais, como João Pessoa, na Paraíba, a preferência por cigarros de baixo teor teve percentual de 63.7% entre os estudantes entrevistados, enquanto em Palmas, no Tocantins, 53.6% de escolares fumantes responderam como verdadeira a afirmativa "pessoas que fumam cigarros com baixos teores de alcatrão e nicotina - os chamados cigarros light, suaves, leves - têm menos doenças causadas pelo cigarro do que aquelas que fumam cigarros com altos teores de alcatrão e nicotina".
Entre os estudantes não fumantes de Salvador, 43.8% responderam "sim" em relação à mesma afirmativa - absolutamente falsa.
Outros trabalhos
Também estão sendo apresentados nos congressos os trabalhos Disque Pare de Fumar: Um Avanço no Controle do Tabagismo no Brasil (Cristina de Abreu Perez - Instituto nacional de Câncer; e o sugestivo Roleta Russa: Uma Forma de Combate contra o Tabagismo(Vivian Elizabeth Araújo - Escola de Enfermagem UFRGS.
Outras informações e programação completa no site: www.saudecoletiva2006.com.br
Mais pobres
A pesquisa de Dyego Leandro Bezerra de Souza prova que o consumo de cigarro debilita saúde e renda dos mais pobres. Além de estragos na saúde, o hábito de fumar em pessoas com renda familiar de R$ 320,00, o gasto com cigarros pode comprometer até 17.26% do orçamento familiar. Justamente essa parcela da população é a que menos tem condições de arcar com os custos de tratamento de doenças gerados pelo fumo.
O estudo acompanhou 82 fumantes com baixa condição de renda, com idades entre 20 e 59 anos, homens e mulheres em sua maioria pertencentes às classes D e E. A média foi de 19 cigarros por dia e o tempo de consumo de 26 anos.
Para os autores do trabalho, o consumo do cigarro atinge em cheio o orçamento familiar e compromete significativa parte da renda - que poderia ser destinada a gastos com alimentação, educação e assistência á saúde.
Cigarro light
Outro estudo, feito em 14 capitais do Brasil com quase 20 mil estudantes mostra que eles acreditam no "conto do cigarro que não faz mal à saúde", o cigarro light.
Letícia Casado Costa alerta que adolescentes fumantes e não-fumantes acreditam que cigarros de baixos teores de alcatrão e nicotina fazem menos mal à saúde. Por isso, esse tipo de cigarro atualmente é o mais fumado entre os pesquisados.
Eles também foram contabilizados numa pesquisa mundial com escolares que analisa os fatores que estão associados à iniciação ao tabagismo.
No Brasil, o trabalho sobre tabagismo foi conduzido por uma equipe do Instituto Nacional do Câncer, que levantou dados de 19.217 alunos de 339 escolas públicas e particulares de 14 estados brasileiros. Os alunos eram de 7ª e 8ª séries do ensino fundamental e da 1ª série do ensino médio.
Em algumas capitais, como João Pessoa, na Paraíba, a preferência por cigarros de baixo teor teve percentual de 63.7% entre os estudantes entrevistados, enquanto em Palmas, no Tocantins, 53.6% de escolares fumantes responderam como verdadeira a afirmativa "pessoas que fumam cigarros com baixos teores de alcatrão e nicotina - os chamados cigarros light, suaves, leves - têm menos doenças causadas pelo cigarro do que aquelas que fumam cigarros com altos teores de alcatrão e nicotina".
Entre os estudantes não fumantes de Salvador, 43.8% responderam "sim" em relação à mesma afirmativa - absolutamente falsa.
Outros trabalhos
Também estão sendo apresentados nos congressos os trabalhos Disque Pare de Fumar: Um Avanço no Controle do Tabagismo no Brasil (Cristina de Abreu Perez - Instituto nacional de Câncer; e o sugestivo Roleta Russa: Uma Forma de Combate contra o Tabagismo(Vivian Elizabeth Araújo - Escola de Enfermagem UFRGS.
Outras informações e programação completa no site: www.saudecoletiva2006.com.br
23.8.06
>> Serra e Mercadante falam de Educação; Quércia opta pela Saúde.
Três dos candidatos ao governo de São Paulo, José Serra (PSDB), Aloizio Mercadante (PT) e Orestes Quércia (PMDB), evitaram ataques e usaram o horário eleitoral de rádio desta quarta-feira para mostrar propostas nas áreas de Educação, Saúde e segurança pública.O tucano José Serra falou de Educação. "Não existe prioridade maior do que investir na criança, que é o futuro do país."Os apresentadores do programa mostraram realizações de Serra na Prefeitura de São Paulo, como a "construção de 58 novas escolas na cidade e o programa Ler e Escrever". "Serra tem visão de futuro. É o governador que nosso Estado merece."Mercadante optou por falar de Educação e segurança pública. Para combater o crime organizado no Estado, o petista defendeu uma força-tarefa nacional, para unir Polícia Federal, Forças Armadas, polícias Civil e Militar e Ministério Público.O candidato disse ainda que quer transformar a Educação numa paixão em São Paulo. "Tudo isso com o apoio de Lula." Mercadante é apresentado no programa como uma opção para "contrapor os 12 anos de PSDB".Quércia, por sua vez, preferiu falar sobre a questão da Saúde em São Paulo. Ele afirmou que vai resolver o problema das filas nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde). "Tem fila para marcar exames, tem fila para marcar consultas. O povo tem direito à assistência rápida."O peemedebista afirmou que para facilitar o atendimento vai colocar aparelhos de raio-X e ultra-som nas UBSs.
>> Medicamentos falsificados ameaçam saúde pública mundial.

Os medicamentos são uma das grandes ameaças à saúde pública mundial. Parece um paradoxo, mas em causa estão as falsificações que, nalguns países, oscilam entre um e os 50 por cento do mercado farmacêutico, segundo uma investigação hoje divulgada pela revista britânica The Lancet. Na União Europeia (UE) foram identificados 170 medicamentos que foram alvo de contrafacção através de canais ilegais de distribuição, nos últimos cinco anos, segundo o Infarmed - entidade que desaconselha a compra de fármacos pela Internet.Somente 5 a 15 por cento dos Estados que pertencem à Organização Mundial de Saúde (OMS) comunicam a esta entidade os casos de medicamentos contrafeitos, denuncia a The Lancet, citada pela France Press, assegurando que na Índia, por exemplo, as falsificações atingem 13 a 30 por cento dos medicamentos. Ainda neste país, estima-se que 30 a 50 porcento das seringas usadas voltem às lojas para serem de novo vendidas. Os americanos, por seu lado, garantem que um em cada dez medicamentos no mundo é falso.No Bangladesh, um xarope com um antigel provocou a morte a centenas de crianças, sendo que o mesmo drama já tinha sido registado na Índia e na Nigéria nos anos 90, segundo os investigadores que assinam o artigo da revista The Lancet . Na China, o ano passado, foram também apreendidas falsas vacinas contra a gripe das aves. Entre os doze principais medicamentos usados contra o paludismo, oito foram objecto de contrafacção.Os exemplos abundam. Mas diferem de país para país, conforme forem mais ou menos ricos. Entre os pobres, os mais falsificados são os medicamentos de combate às infecções. Nos ricos, abundam as falsificações relacionadas com doenças crónicas, nomeadamente os fármacos indicados para a disfunção eréctil, entre estes o Viagra.Preconizando "um plano de acção global e pragmático, juntando organizações governamentais, técnicos de saúde, a indústria farmacêutica e a sociedade civil", e também a OMS, os investigadores consideram "urgente" ajudar 30 por centos dos países do mundo a terem medidas de controlo no domínio do mercado farmacêutico.Os investigadores recomendam também que se forneçam medicamentos seguros a certos países alvo, de forma a evitar o mercado da contrafacção. Entre 771 notificações recebidas pela OMS entre 1982 e 1999, 48 por cento eram de países da costa oeste do pacífico, sendo que 51 por centos dos casos estavam relacionado com anti-inflamatórios.Perigo via InternetA União Europeia tem um controlo muito apertado sobre os medicamentos. Mas, ainda assim, segundo o Infarmed - autoridade que regula em Portugal este sector - nos últimos cinco anos foram identificados 170 medicamentos contrafeitos. Entre os casos detectados encontram-se os medicamentos lifestyle, as hormonas de crescimento utilizadas na musculação e os sedativos. Cópias não autorizadas ou falsificações de medicamentos licenciados para o tratamento da disfunção eréctil e para infecções virais (como o caso do Tamiflu) também estão presentes nas listas dos falsificadores. Podem ainda encontrar-se alguns que não contêm qualquer substância activa do medicamento em causa ou até com a substância activa errada.A Internet é o canal de distribuição mais vulnerável à contrafacção, avisa o Infarmed, que, desta forma, desaconselha a compra de remédios por esta via.
>> Em ritmo de campanha, Lula diz que SUS é modelo a ser copiado.
RIO DE JANEIRO (Reuters) - Em ritmo de campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à reeleição, afirmou nesta segunda-feira que considera o modelo brasileiro do Sistema Único de Saúde (SUS) bem-sucedido, o qual deveria ser copiado por outros países em desenvolvimento para melhorar as condições de vida da população.
"Aperfeiçoá-lo sim, acabá-lo jamais", discursou Lula durante a abertura do 8o Congresso de Saúde Coletiva e 11o Congresso de Mundial de Saúde Pública.
"O que nós podemos (fazer) é levar o modelo implantado no Brasil, que esta dando certo (...) Não creio em modelo acabado. Mas, como anteprojeto, um esboço para que os países ricos ajudem a implantar sistemas como esse pelas nações pobres, e aí sim estaremos salvando milhões de vidas no planeta", disse Lula.
Durante seu discurso para cerca de mil participantes do congresso, o presidente lembrou ainda que, como deputado federal em 1988, participou do Congresso Constituinte que idealizou a criação dos SUS.
Lula acrescentou que, na época, o projeto recebeu muitas críticas, mas, hoje, é reconhecido até pelos seus opositores.
Apesar de a campanha eleitoral estar ainda relativamente no início, Lula antecipou que será "um peregrino" pelo mundo para convencer os países ricos a colaborar na melhoria das condições de saúde dos países pobres.
"Vocês podem ter a certeza de que vou ser um peregrino por esse mundo afora, pedindo aos governantes que não permitam mais que os países pobres vejam seus filhos morrerem porque não podem ter acesso aos remédios caros produzidos pelos laboratórios (dos países ricos). Esse não é um problema econômico, é (um problema) eminentemente político e está, portanto, em nossas mãos", discursou Lula.
Para ele, ou ricos abrem mão de alguma coisa que acumularam ao longo de anos e anos e fazem um gesto de solidariedade, ou daqui a 30 anos "os nossos filhos estarão reunidos em outro congresso lembrando a falta de investimentos feita a tempo".
Lula afirmou ainda que as condições da saúde no Brasil melhoraram, mas reconheceu que precisam avançar ainda mais.
"Se nós fizemos muito, ainda assim fizemos pouco em função de uma dívida acumulada ao longo de décadas e décadas", acrescentou.
"Aperfeiçoá-lo sim, acabá-lo jamais", discursou Lula durante a abertura do 8o Congresso de Saúde Coletiva e 11o Congresso de Mundial de Saúde Pública.
"O que nós podemos (fazer) é levar o modelo implantado no Brasil, que esta dando certo (...) Não creio em modelo acabado. Mas, como anteprojeto, um esboço para que os países ricos ajudem a implantar sistemas como esse pelas nações pobres, e aí sim estaremos salvando milhões de vidas no planeta", disse Lula.
Durante seu discurso para cerca de mil participantes do congresso, o presidente lembrou ainda que, como deputado federal em 1988, participou do Congresso Constituinte que idealizou a criação dos SUS.
Lula acrescentou que, na época, o projeto recebeu muitas críticas, mas, hoje, é reconhecido até pelos seus opositores.
Apesar de a campanha eleitoral estar ainda relativamente no início, Lula antecipou que será "um peregrino" pelo mundo para convencer os países ricos a colaborar na melhoria das condições de saúde dos países pobres.
"Vocês podem ter a certeza de que vou ser um peregrino por esse mundo afora, pedindo aos governantes que não permitam mais que os países pobres vejam seus filhos morrerem porque não podem ter acesso aos remédios caros produzidos pelos laboratórios (dos países ricos). Esse não é um problema econômico, é (um problema) eminentemente político e está, portanto, em nossas mãos", discursou Lula.
Para ele, ou ricos abrem mão de alguma coisa que acumularam ao longo de anos e anos e fazem um gesto de solidariedade, ou daqui a 30 anos "os nossos filhos estarão reunidos em outro congresso lembrando a falta de investimentos feita a tempo".
Lula afirmou ainda que as condições da saúde no Brasil melhoraram, mas reconheceu que precisam avançar ainda mais.
"Se nós fizemos muito, ainda assim fizemos pouco em função de uma dívida acumulada ao longo de décadas e décadas", acrescentou.
22.8.06
>> Gorduras são importantes para a saúde.
Isso mesmo, caso você queira perder peso, ou se o seu problema é reduzir o colesterol ou triglicérides, aprenda um pouco sobre as "gorduras". Descubra que existem tipos diferentes e quais são as mais indicadas para o consumo.As gorduras são compostas por ácidos graxos saturados e insaturados (monoinsaturadas e poliinsaturadas).Os ácidos graxos saturados propiciam o aumento do colesterol circulante e das lipoproteínas de baixa densidade (LDLs). Já as gorduras insaturadas agem na redução de LDL.Os ômegas 3 e 6 estão presentes na gordura poliinsaturada. O ômega 6, presente em óleos vegetais, sementes e nozes, pode auxiliar na redução do LDL e do colesterol total. Já o ômega 3 está presente em peixes gordurosos de água fria como sardinha, atum, salmão, te ambém pode ser encontrado nos óleos vegetais. Seu consumo esta relacionado a prevenção das doenças cardiovasculares e na cicatrização. Mesmo sendo benéfico à saúde, deve ser consumido moderadamente devido ao alto valor energético.São fontes alimentares de gordura saturada: leite e derivados integrais, carnes vermelhas e brancas, (principalmente a gordura da carne e a pele das aves). De gordura insaturadas, as fontes são: amendoim, nozes, castanhas, óleos vegetais (canola, milho, soja), azeite, azeitona.Gordura TransA chamada gordura trans é formada pela hidrogenação a partir da gordura insaturada. Este processo ocorre naturalmente no rumem dos animas ou pode ocorrer através de processo industrial. A gordura trans é encontrado em uma quantidade pequena em alimentos de origem animal como a carne e o leite, mas também está presente em quase todos os alimentos industrializados --também conhecida como gordura vegetal hidrogenada, ela apresenta uma boa consistência para a produção de alimentos, dando mais sabor e até aumentando a vida útil do produto.A gordura trans em excesso aumenta o LDL colesterol (ruim colesterol) e, ao mesmo tempo, reduz o HDL colesterol (bom colesterol).Cada grama de gordura saturada, insaturada ou trans fornece por cada grama de gordura 9 Kcal. Assim, se você consumir dez gramas de óleo, você estará consumindo 90 Kcal.De uma forma em geral, um indivíduo adulto deve consumir 2000 Kcal, sendo que as gorduras devem representar de 20% a 30% do total de calorias. Isso significa que você deve consumir por dia no máximo 600 Kcal (66,6 gramas) provenientes de gordura, e dando preferência para as gorduras monoinsaturadas.
>> Luz constante pode afetar bebês prematuros.

A exposição constante à luz artificial do hospital pode prejudicar o desenvolvimento do relógio biológico de bebês prematuros, segundo uma pesquisa feita com ratos nos Estados Unidos.
Estudos mostram que expor bebês ratos à luz constante impede que o relógio biológico no cérebro dos animais se desenvolva normalmente.
Os pesquisadores disseram que isso pode contribuir para um aumento na incidência de problemas mentais como a depressão.
O estudo feito por cientistas da Vanderbilt University, no Tennessee, Estados Unidos, foi publicado na revista científica Pediatric Research.
Segundo os pesquisadores, os resultados indicam que a exposição do bebê a luzes artificiais em unidades especiais de tratamento para prematuros deveria ser minimizada, possivelmente adotando-se iluminação que obedeça ao ciclo do dia e da noite.
A cada ano, cerca de 14 milhões de bebês prematuros nascem no mundo, e muitos são expostos a luzes artificiais nos hospitais.
Células sincronizadas
Estudos anteriores mostram que crianças tratadas em unidades de tratamento que adotam iluminação natural, segundo o padrão dia-noite, se adaptam ao sono durante a noite mais rapidamente. Eles também ganham peso mais rápido do que os bebês tratados em incubadeiras com luz constante.
Em todos os mamíferos, o relógio biológico é localizado em uma área do cérebro conhecida como núcleo supraquiasmático.
Ele influencia a atividade de vários órgãos, entre eles o cérebro, coração, fígado e pulmões, além de regular ciclos de atividades diárias conhecidos como ciclos circadianos.
O núcleo supraquiasmático é equipado com "neurônios relógio" especiais, cuja atividade é sincronizada para seguir o ciclo dia-noite de 24 horas.
A equipe da Vanderbilt University já havia demonstrado, em um estudo anterior, que esses neurônios começam a perder a sincronia em ratos adultos quando os animais são expostos à luz constante durante cinco meses.
Isto é acompanhado por uma alteração na capacidade dos ratos de manter seu ciclo noturno normal.
O estudo mais recente mostrou que ratos recém-nascidos estão ainda mais vulneráveis aos efeitos da luz constante do que os adultos.
A equipe usou ratos geneticamente modificados cujos "neurônios relógio" tornavam-se brilhantes quando ativados.
Os cientistas verificaram que os neurônios dos bebês ratos expostos ao ciclo normal de luz entravam em sincronia rapidamente.
Já os neurônios dos animais expostos à luz constante não apresentavam ritmos coerentes.
Os cientistas expuseram alguns dos ratos à luz constante por um período mais longo e descobriram que dois terços dos animais não foram capazes de estabelecer um padrão regular de atividade em uma roda de exercício.
Ratos recém-nascidos que passaram suas primeiras três semanas de vida expostos ao padrão de luz dia-noite foram capazes de manter seu ritmo diário normal mesmo quando, mais tarde, foram expostos á luz constante.
O coordenador da pesquisa, Douglas McMahon, disse que mais trabalho é necessário para estabelecer se interferências no relógio biológico do bebê podem aumentar sua vulnerabilidade a problemas mentais.
"Nesse momento, tudo é especulação. Mas certamente os resultados indicam que crianças humanas se beneficiam do efeito sincronizador do ciclo normal de luz", disse McMahon.
O especialista em obstetrícia Andrew Shennan, da entidade beneficente Tommy, disse que a conexão entre exposição à luz e comportamento estão claramente estabelecidos.
"Como resultado dessa pesquisa, o benefício potencial de uma redução na exposição desnecessária à luz deve agora ser investigado", disse Shennan.
Ratos recém-nascidos oferecem um bom modelo para o estudo de bebês humanos prematuros porque, ao nascer, os ratos se encontram em um estágio de desenvolvimento anterior ao dos bebês humanos. Segundo os cientistas, esse estágio equivaleria, nos humanos, ao do bebê prematuro.
>> Estudo: HIV 'desliga' sistema imunológico.

Cientistas americanos dizem ter descoberto como o vírus HIV se esquiva do sistema imunológico do corpo.
O vírus da Aids desarma as células T, enviadas pelo corpo para lutar contra o vírus, dando um pequeno empurrão num dispositivo molecular existente nessas células.
No laboratório, os pesquisadores conseguiram bloquear esse movimento e recuperar a função das células T.
Os resultados foram publicados na revista especializada Nature. Foram analisadas no estudo 71 amostras de sangue de pacientes que recentemente foram infectados com o HIV mas que ainda não iniciaram um tratamento.
Também foram analisadas as amostras de quatro soropositivos antes e depois deles terem começado a terapia anti-retroviral.
Tratamento
Medicamentos capazes bloquear a ação do HIV contra as células já estão disponíveis, mas os cientistas dizem que ainda são necessários mais estudos sobre o assunto.
O pesquisador-chefe Bruce Walker, do Hospital Geral de Massachusetts, nos Estados Unidos, disse que é preciso ter cuidado ao tentar mexer no sistema imunológico quando o corpo já deu o sinal para desativá-lo.
"Você pode desencadear sérios problemas imunológicos", comentou. O dispositivo da célula T controla uma série de eventos celulares chamada de PD-1 (programmed death-1 ou morte programada-1).
Idealmente, um tratamento teria como alvo apenas as células T, mas tal técnica ainda não existe, segundo Walker.
"Atualmente, nós apenas contamos o número de células T para decidir quando tratar alguém, mas estamos empolgados com a possibilidade de que a medição do PD-1 pode nos dizer mais sobre as chances de progressão da doença e a necessidade de tratamento em pessoas infectadas", disse o cientista.
A organização não-governamental de luta contra a aids AVERT disse, por meio de sua porta-voz, que a pesquisa é "encorajadora".
"No entanto, os próprios pesquisadores dizem que mais testes e estudos são necessários antes que possamos ter esperanças de que esse conhecimento vire uma nova terapia para o HIV."
>> Medicamentos falsificados são uma ameaça para a saúde, dizem pesquisadores.
PARIS, 20 ago (AFP) - As falsificações de medicamentos, que representam de 1% a 50% do mercado farmacêutico, são uma ameaça muito negligenciada e prejudicam sobretudo os países pobres, segundo os pesquisadores."Cinco a 15% dos 191 Estados-membros da Organização Mundial da Saúde (OMS) relatam casos de medicamentos falsificados e o problema continua a ser ocultado pela ignorância, pela confusão e pela negação", ressaltam Paul Newton, da Universidade de Oxford, Reino Unido, outros especialistas em medicina tropical.Na Índia, as falsificações representariam de 13 a 30% dos medicamentos, acrescentam eles na matéria publicada pela revista britânica The Lancet, dedicada a doenças infecciosas.De acordo com as autoridades sanitárias americanas, um medicamento em cada dez vendidos no mundo seria falso.Mesmo que as falsificações correspondam a apenas 1% da produção farmacêutica mundial, milhões de pessoas podem ser afetadas, ressaltam os pesquisadores.Retardando o diagnóstico, comprometendo o tratamento, provocando a morte, as falsificações em doses ou com a composição inadequadas podem também favorecer o surgimento de agentes infecciosos resistentes aos tratamentos até então eficazes. Eles podem conter em quantidade exagerada, em pouca ou nenhuma quantidade, princípios ativos necessários ou ingredientes nocivos.Os medicamentos não-falsificados, mas de baixa qualidade, também representam riscos, indicam os pesquisadores.Nos países ricos, há diversas falsificações de medicamentos para doenças crônicas ou para o bem-estar, como o Viagra, enquanto que nos países pobres das regiões tropicais os mais falsificados são os antibióticos.Das 771 notificações de falsificações recebidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) entre 1982 e 1999, 48% são de países da costa oeste do Pacífico e, em 51% dos casos, estão relacionadas a antibióticos.Xaropes causaram a morte de centenas de crianças em Bangladesh, Índia e Nigéria durante os anos 90, falsas vacinas antigripe aviária para as aves levaram a várias prisões na China no final de 2005, medicamentos veterinários recondicionados para o uso humano... Os exemplos de falsificações são muitos.Dos doze principais medicamentos contra a malária usados no mundo, oito teriam sido objeto de falsificações. Especialistas preconizam "um plano de ação global e pragmática, ligando organizações governamentais, funcionários da saúde, da indústria e sociedade civil", além da OMS. Os pesquisadores consideram "urgente" uma ajuda aos 30% de países do mundo que não possuem regulamentações ou capacidade de controle farmacêutico adequado.Recomendam também que sejam fornecidos medicamentos-chaves por um bom preço para desestimular a falsificação e que as punições sejam mais duras, segundo a OMS.
>> Estudo revela perigo do "corpo sarado".
(Rio de Janeiro, BR Press) - Nem só de barras de cereais e proteína em gel pode viver quem não dispensa uma dose extra de endorfina e o corpo sarado que os exercícios físicos proporcionam.
Mesmo com efeitos colaterais e contrários aos desejados, a maioria dos 310 entrevistados no estudo socioantropológico Regimes e Práticas de Saúde entre Praticantes de Academias no Rio de Janeiro, realizado pelo pesquisador Cesar Sabino, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), continuou com dietas radicais e/ou com o uso de anabolizantes. O trabalho será apresentado no 11º Congresso Brasileiro de Saúde Pública e no 8º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, que acontece de 21 a 25/08, no Riocentro.
Segundo o pesquisador, a busca pelo corpo e visual considerados perfeitos pela sociedade -- ou ao menos em parte dela -- não tem limites. "Alguns dos entrevistados continuaram e continuam com práticas. O peso da forma é significativo em nossa cultura. Não há lugar de vencedor ou vitorioso para feios e feias. A aparência, a beleza física é um capital a ser investido na busca do sucesso e da aceitação", conclui Sabino.
A pesquisa é fruto de um trabalho de campo, que serviu de base a uma dissertação de mestrado em Sociologia e uma tese de doutorado em Antropologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Centrado na questão da saúde de quem malha, o trabalho investigou frequentadores de academias de musculação e ginástica cariocas durante 54 meses, entre 1998 e 2004.
Cesar Sabino entrevistou e fotografou homens e mulheres, de 16 a 58 anos. O objetivo principal da pesquisa foi interpretar as práticas alimentares dos praticantes, situar comportamentos, atitudes e valores subjacentes à "construção social" do corpo e sua relação com a saúde. Além disto, buscou esclarecer, através da análise, a) as formas de interação e sociabilidade implicadas diretamente na "comensalidade" dos praticantes; b) analisar as normas prescritivas de alimentação do grupo estudado: o que comer ou não comer, o que beber ou não beber, o interditado e o recomendável no alimentar-se; c) procurar estabelecer relações entre essas normas e as concepções e representações de saúde -- do que é ou não saudável para os sujeitos.
Problema de saúde pública
Como resultado da investigação constatou-se que os adeptos do fitness não raro prejudicam sua saúde com dietas, suplementos alimentares e esteróides anabolizantes destinados a manter a forma física, gerando muitas vezes um efeito contrário às intenções e espectativas declaradas. Considerado o número crescente de praticantes de musculação, ginástica e outras atividades físicas, inclusive medicamente recomendadas, concluímos que o estudo de condutas alimentares deste grupo social tende a se tornar um problema de saúde pública.
Mesmo com efeitos colaterais e contrários aos desejados, a maioria dos 310 entrevistados no estudo socioantropológico Regimes e Práticas de Saúde entre Praticantes de Academias no Rio de Janeiro, realizado pelo pesquisador Cesar Sabino, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), continuou com dietas radicais e/ou com o uso de anabolizantes. O trabalho será apresentado no 11º Congresso Brasileiro de Saúde Pública e no 8º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, que acontece de 21 a 25/08, no Riocentro.
Segundo o pesquisador, a busca pelo corpo e visual considerados perfeitos pela sociedade -- ou ao menos em parte dela -- não tem limites. "Alguns dos entrevistados continuaram e continuam com práticas. O peso da forma é significativo em nossa cultura. Não há lugar de vencedor ou vitorioso para feios e feias. A aparência, a beleza física é um capital a ser investido na busca do sucesso e da aceitação", conclui Sabino.
A pesquisa é fruto de um trabalho de campo, que serviu de base a uma dissertação de mestrado em Sociologia e uma tese de doutorado em Antropologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Centrado na questão da saúde de quem malha, o trabalho investigou frequentadores de academias de musculação e ginástica cariocas durante 54 meses, entre 1998 e 2004.
Cesar Sabino entrevistou e fotografou homens e mulheres, de 16 a 58 anos. O objetivo principal da pesquisa foi interpretar as práticas alimentares dos praticantes, situar comportamentos, atitudes e valores subjacentes à "construção social" do corpo e sua relação com a saúde. Além disto, buscou esclarecer, através da análise, a) as formas de interação e sociabilidade implicadas diretamente na "comensalidade" dos praticantes; b) analisar as normas prescritivas de alimentação do grupo estudado: o que comer ou não comer, o que beber ou não beber, o interditado e o recomendável no alimentar-se; c) procurar estabelecer relações entre essas normas e as concepções e representações de saúde -- do que é ou não saudável para os sujeitos.
Problema de saúde pública
Como resultado da investigação constatou-se que os adeptos do fitness não raro prejudicam sua saúde com dietas, suplementos alimentares e esteróides anabolizantes destinados a manter a forma física, gerando muitas vezes um efeito contrário às intenções e espectativas declaradas. Considerado o número crescente de praticantes de musculação, ginástica e outras atividades físicas, inclusive medicamente recomendadas, concluímos que o estudo de condutas alimentares deste grupo social tende a se tornar um problema de saúde pública.
21.8.06
> Identificados genes que podem ter originado evolução humana.
Eles podem ser os elos perdidos da nossa evolução, áreas do DNA humano que se alteraram dramaticamente depois da separação evolutiva em relação aos chimpanzés, mas que haviam permanecido praticamente inalterados durante os milênios anteriores. Cientistas dos Estados Unidos, da Bélgica e da França identificaram 49 "regiões humanas aceleradas" (HAR, na sigla em inglês) onde há grande atividade genética. Na mais ativa delas, chamada HAR1, eles descobriram que 18 dos 118 nucleotídeos havia mudado desde a separação dos humanos e dos chimpanzés, há cerca de 6 milhões de anos, enquanto apenas 2 nucleotídeos haviam se alterado durante os 310 milhões de anos transcorridos desde a separação das linhas evolutivas de chimpanzés e galinhas. "Agora temos evidências muito sugestivas de que esses genes podem ter se envolvido em um passo crítico no desenvolvimento cerebral, mas ainda precisamos provar que realmente fez diferença", disse o chefe da equipe, David Haussler, do Instituto Médico Howard Hughes e da Universidade da Califórnia (Santa Cruz), à Reuters. Os outros participantes da equipe são ligados à Universidade de Bruxelas e à Universidade Claude Bernard, da França. "É muito excitante usar a evolução para olhar regiões do nosso genoma que não exploramos ainda", disse Haussler. "É extremamente improvável que a evolução de apenas uma região do genoma tenha feito a diferença entre o nosso cérebro e os cérebros de primatas não-humanos. É muito mais provável que seja uma série de muitíssimas pequenas mudanças, cada uma muito importante, mas nenhuma fazendo todo o trabalho por si só." A HAR1 é parte do recém-descoberto gene do RNA HAR1F, produzido durante o importante período, entre 7 e 19 meses de gestação, de formação do cérebro humano. Além disso, o RNA é produzido pelo neurônio Cajal-Retzius, que tem papel importante nas seis camadas de neurônios do córtex humano. "Ainda não podemos dizer muito sobre a função. Mas é uma descoberta muito excitante, porque está expressa em células que têm papel fundamental no projeto e desenvolvimento do córtex dos mamíferos," disse Haussler, lembrando que ainda é preciso estudar as outras 48 HARs humanas. A descoberta foi publicada na quarta-feira na revista Nature. Em artigo na mesa edição, Chris Ponting, da Universidade de Oxoford, diz tratar-se de um passo promissor.
>> Médicos desafiam ética e fazem promoção de remédios.
São Paulo - Numa prática condenada pelo código de ética da profissão, médicos de todo o País distribuem aos pacientes cupons que dão descontos na compra de produtos farmacêuticos. Os cupons são feitos pelos próprios laboratórios.A francesa Avène, por exemplo, distribui cupons que dão 30% de desconto na compra de uma loção cicatrizante. A suíça Novartis criou um cartão de fidelidade que garante descontos de até 50% na compra de medicamentos para doenças crônicas, como diabete e asma. Os dois laboratórios firmaram convênio com diversas farmácias do País.A prática é condenável porque os clientes só se beneficiam da promoção através do médico. O cupom da Avène, por exemplo, não tem valor sem o carimbo, a assinatura e o registro do médico no Conselho de Medicina. No caso da Novartis, o cartão definitivo só é dado depois que o médico fornece ao cliente um provisório.Embora não seja proibida por lei, a ligação entre médicos e indústria fere um dos preceitos éticos da profissão. De acordo com o Código de Ética Médica, é vedado "exercer a profissão com interação de farmácia e laboratório farmacêutico"."O que o médico pretende com um cupom desses?", questiona o presidente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), Desiré Carlos Callegari. "Se ele preenche esse papel, é porque certamente vai ter alguma vantagem. Não admitimos esse tipo de coisa."A prática, de acordo com médicos, é comum. "Não consigo me lembrar de algum laboratório que não tenha uma promoção parecida", diz um dermatologista de São Paulo que distribui a seus pacientes os cupons da Avène. Ele pediu que seu nome não fosse publicado.Supõe-se que os laboratórios, por terem como saber quem prescreve seus produtos, ofereçam presentes aos médicos como recompensa. Isso permite concluir que alguns profissionais se preocupam mais com as vantagens que receberão do que com a saúde de seus pacientes. Avène e Novartis dizem que o objetivo é beneficiar os clientes e negam que os médicos recebam algum tipo de compensação.Presentes - Esse dermatologista de São Paulo diz que não recebe presentes e que a existência do desconto não o influencia na hora de receitar um remédio. "Não estou preocupado se vou ganhar uma caneta ou uma caneca. Estou preocupado é com o meu paciente."Com ou sem efeito sobre a decisão, o fato é que os presentes existem. A dermatologista Lígia Kogos, de São Paulo, conta que recentemente recebeu de um laboratório entradas para a peça O Fantasma da Ópera e para a apresentação do grupo canadense Cirque du Soleil. Não foi. "Descobriram, não sei como, que eu receitava bastante um medicamento deles e resolveram 'me agradecer'. Mas não me influenciaram. A minha regra é: o paciente vem sempre em primeiro lugar."A dermatologista conta ainda que os laboratórios sempre enviam flores em seu aniversário e que freqüentemente a convidam para festas. "Encaro como uma gentileza, nada mais."Lígia se lembra de um medicamento americano para a pele que foi lançado há três anos e custava mais de R$ 500. Virou moda por causa da pressão do laboratório, que, segundo ela, pagava uma porcentagem sobre as vendas aos médicos que o receitavam. "Muitos caíram nessa. Mas o creme não tinha o menor fundamento. Quem sucumbiu à pressão do laboratório acabou com a própria carreira."Confiança - Os médicos têm liberdade para receitar medicamentos, inclusive indicar a marca. A prática do profissional pode levá-lo a concluir que um produto é melhor que outro. Mas ele deve avisar ao paciente sobre opções. No sistema público de saúde, por exemplo, os médicos são obrigados a receitar remédios pelo princípio ativo e não pela marca. Na rede particular, não há essa exigência.A Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) não comentou a existência de cupons de desconto, mas afirmou que está elaborando um código de ética no qual condena a pressão da indústria. A Associação Brasileira de Redes de Farmácia também não se pronunciou a respeito.De acordo com o Cremesp, esse tipo de situação não envolve apenas os laboratórios farmacêuticos. O conselho já recebeu denúncias contra oftalmologistas ligados a ópticas e contra especialistas ligados a laboratórios de exames clínicos. "Isso é bastante comum", afirma o presidente do Cremesp. "Nós vivemos batendo nessa tecla. Isso é falta de ética médica."Os pacientes que se sentirem prejudicados pelo médico por qualquer motivo podem registrar uma denúncia no Conselho Regional de Medicina.
18.8.06
>> Tempo seco aumenta casos de problemas respiratórios e alérgicos.
Os índices de umidade do ar estão atingindo estado de alerta em algumas regiões da cidade e a população já sofre as conseqüências. Problemas respiratórios, alérgicos e doenças de pele aumentam nesta época do ano.
"Para preservar a saúde e amenizar os efeitos do calor e da falta de umidade do ar é aconselhável beber bastante água para enfrentar o dia seco, praticar exercícios pela manhã (antes das 10h.) ou à tarde (após as 17h.), evitar aglomerações em ambientes fechados, evitar o acúmulo de poeira em casa e escritórios, evitar o ar condicionado e banhos muito quentes e demorados que ressecam a pele, entre outros”, afirma Dr. Paulo Olzon Monteiro da Silva, infectologista e Chefe da Disciplina de Clínica Médica da Unifesp.
"Para preservar a saúde e amenizar os efeitos do calor e da falta de umidade do ar é aconselhável beber bastante água para enfrentar o dia seco, praticar exercícios pela manhã (antes das 10h.) ou à tarde (após as 17h.), evitar aglomerações em ambientes fechados, evitar o acúmulo de poeira em casa e escritórios, evitar o ar condicionado e banhos muito quentes e demorados que ressecam a pele, entre outros”, afirma Dr. Paulo Olzon Monteiro da Silva, infectologista e Chefe da Disciplina de Clínica Médica da Unifesp.
>> Ministério da Saúde inaugura, em Cascavel, a 188ª farmácia popular do país.
O Ministério da Saúde, em parceria com a Prefeitura de Cascavel (PR), inaugura, às 10h de hoje (17), a 188ª unidade do Programa Farmácia Popular do Brasil. A farmácia, instalada na Avenida Assunção, 708, Alto Alegre, repassará à população medicamentos a preço de custo, adquiridos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) exclusivamente para o programa.A unidade funcionará em uma área de 164 m2 para o atendimento estimado de 128.178 pessoas. Esta é a sétima unidade inaugurada no Paraná. O estado já conta com farmácias populares em funcionamento nos municípios de Apucarana, Araucária, Cornélio Procópio, Curitiba, Paranaguá e Sarandi.Outras 312 unidades aderiram ao programa e estão aptas para instalação pelos parceiros do Ministério da Saúde. Somadas as 188 farmácias inauguradas e as 312 credenciadas, são 500 adesões até o momento. Em todo o Brasil, são cerca de 60 milhões de pessoas com acesso ao programa, que tem farmácias populares em funcionamento distribuídas em 24 estados e 145 municípios.O Programa - Após a confirmação do credenciamento da unidade ao Programa Farmácia Popular do Brasil, os gestores parceiros recebem do Ministério da Saúde um financiamento inicial de até R$ 50 mil para reforma e adaptação dos locais onde as farmácias serão instaladas. Têm garantidos, também, R$ 10 mil mensais para manutenção das unidades, como pagamento de pessoal e contas de água, luz e telefone.Todas as farmácias funcionam das 8h às 18h, de segunda a sexta-feira, e das 8h às 12h, aos sábados. Seguindo o padrão do programa, as unidades são equipadas com aparelho de televisão e vídeo/DVD para a exibição de campanhas do Ministério da Saúde. Elas têm estrutura adaptada à realidade regional, além de farmacêuticos e funcionários qualificados para orientar o usuário sobre os cuidados com a saúde e o uso correto da medicação.Para ter acesso aos medicamentos, basta o interessado se dirigir à farmácia popular com receita médica ou odontológica. Não há necessidade de o usuário passar por qualquer procedimento burocrático.As farmácias populares contam com, no mínimo, 95 itens de medicamentos correspondentes a 2 mil unidades ou apresentações comerciais, entre frascos, cartelas, bisnagas, injetáveis e preservativos masculinos. Por meio da Fiocruz, os medicamentos são adquiridos em laboratórios públicos e privados do país. Dessa forma, é possível uma redução média de 90% no preço dos produtos e nas despesas dos usuários com aquisição de medicamentos.Os dez medicamentos mais procurados nas farmácias populares são sinvastatina (redutor de colesterol), omeprazol (contra gastrite), captopril (para hipertensão), atenolol (para hipertensão), enalapril (para hipertensão), ácido acetil-salicílico (analgésico e coadjuvante no tratamento da hipertensão), metformina (contra diabetes), ranitidina (contra gastrite), nifedipina e mononitrato de isossorbida (para o tratamento de doenças cardiovasculares). Há casos em que o medicamento pode ser adquirido nas farmácias populares por um preço seis vezes menor que o praticado pelo mercado.Usuários - A lista de produtos disponíveis nas farmácias populares está de acordo com a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename) e leva em consideração as prioridades nacionais de saúde, como também a segurança, eficácia terapêutica, qualidade e disponibilidade dos medicamentos.Os principais beneficiários do programa são pessoas com dificuldade financeira para manter o tratamento da doença em razão dos preços do medicamento praticados no mercado, principalmente pacientes que sofrem de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e problemas gástricos. Foi pensando nessa parcela da população - e também nos brasileiros que não utilizam o Sistema Único de Saúde (SUS), mas não querem pagar caro pelo medicamento - que o governo federal criou o Farmácia Popular do Brasil.O programa foi regulamentado em 2004 e começou a ser implementado em junho do mesmo ano para ampliar as ações de assistência farmacêutica e oferecer à população mais uma opção de acesso aos medicamentos. Com orçamento próprio e independente dos recursos aplicados na distribuição gratuita de medicamentos, o Farmácia Popular não visa ao lucro, pois os medicamentos são repassados aos usuários a preço de custo, nem causa prejuízo às demais ações de suprimento garantidas nas unidades do SUS.Levantamento do Ministério da Saúde em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) constatou que o Programa Farmácia Popular do Brasil tem aprovação de 91% dos usuários. O atendimento prestado nas unidades foi considerado um ponto forte do programa, com 97% de aprovação.Informações sobre a lista completa dos medicamentos oferecidos nas farmácias populares, as patologias atendidas e os endereços das unidades podem ser obtidas por meio do Disque Saúde (0800 61 1997) ou pela Internet (www.saude.gov.br).
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