18.9.06

José Serra e os Sanguessugas!

Mais uma bomba em epoca de eleicao...pelo jeito a CPI dos sanguessugas vai derrubar muita gente...

>> Droga usada para tratar diabete também pode evitar a doença.

Londres - Uma droga usada para o tratamento da diabete parece também evitar o aparecimento da doença em pessoas que correm alto risco de desenvolvê-la, mostra o maior estudo já realizado sobre o assunto. A droga, rosiglitazona, aparentemente corta o risco de desenvolver diabete pela metade. Ela também ajudou a restaurar o nível normal de açúcar no sangue em muitos participantes do estudo.Uma segunda parte do trabalho descobriu que outra droga, ramipril, não muda o risco de desenvolver diabete, mas ajuda a normalizar o açúcar do sangue em alguns casos.Os resultados da pesquisa eram muito aguardados, e a descoberta sobre a rosiglitazona parece impressionante, mas especialistas advertem que é difícil avaliar o impacto exato da droga, porque os participantes do estudo também receberam aconselhamento sobre dieta e estilo de vida saudável."Sabemos que só mudar o estilo de vida pode reduzir o risco de diabete em até 58%", disse o médico Martin Abrahamson, diretor do Centro Joslin de Diabete em Boston, que não participou do estudo. E esses benefícios vêm sem o custo extra da droga, lembra outro médico, Alvin Powers, do Centro Médico da Universidade Vanderbilt.A diabete tipo 2, a forma mais comum da doença e o tipo ligado à obesidade, é um problema de saúde pública em escala mundial. Estima-se que 220 milhões de pessoas em todo o planeta tenham a doença, que pode levar a falência renal, amputações e morte. Os resultados do estudo foram apresentados hoje durante uma conferência sobre diabete realizada na Dinamarca. Os resultados sobre a rosiglitazona foram publicados online na revista médica The Lancet. A parte sobre o ramipril, no New England Journal of Medicine, também online.O estudo foi financiado pelos Institutos de Pesquisa em Saúde do Canadá, e empresas que produzem as drogas. Alguns dos cientistas envolvidos prestam consultoria para os laboratórios.O trabalho acompanhou cerca de 5.000 pessoas com "pré-diabete", ou anomalias na concentração de açúcar no sangue. Pesquisas sugerem que pelo menos metade delas viriam a ter diabete tipo 2 ao longo de três anos. Médicos deram aos pré-diabéticos uma das duas drogas testadas , uma combinação de ambas ou nenhum remédio. Resultados do tratamento combinado não foram divulgados.Na parte do estudo publicada na Lancet, 306 dos 2.365 voluntários que tomaram rosiglitazona por um período médio de três anos tiveram diabete ou morreram, contra 686 dos 2.634 que não receberam a droga. Mas 14 dos que tomaram essa droga desenvolveram problemas cardíacos, contra apenas dois dos que não receberam o remédio.

>> Santa Casa lançará campanha para doação de órgãos.

São Paulo - 'Doe alegria, amor e esperança. Seja Doador de Órgãos e Tecidos.' Com esse tema, a Santa Casa de São Paulo irá lançar no próximo dia 25 a 7ª Campanha de Doação de Órgãos e Tecidos. Para ser um doador, não é necessário deixar nada por escrito. Basta comunicar a família do desejo da doação ainda em vida. Assim, ela só irá acontecer após a autorização dos parentes.De acordo com Vanglis de Vasconcellos Soler, coordenador da Organização da Procura de Órgãos da Santa Casa, existem dois tipos de doador. O primeiro contempla a pessoa viva e saudável que pode doar um dos rins, parte do fígado e parte da medula óssea. Pela Lei, segundo Soler, parentes até quarto grau e maridos ou esposas podem ser doadores. Não parentes, somente com autorização judicial.Há casos do doador falecido, que inclui pacientes em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com morte encefálica, geralmente vítimas de traumatismo craniano ou derrame cerebral, o AVC. A retirada dos órgãos é feita em centro cirúrgico como qualquer outra cirurgia. Soler completa que, os órgãos doados vão para pacientes que precisam de transplante e aguardam em lista única, definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde e controlada pelo Ministério Público.'O doador é um herói anônimo. As pessoas devem doar', apelou Soler. Ele destacou que, em todo o Estado de São Paulo, pelo menos 16 mil pessoas aguardam por um transplante e que o rim é o órgão mais esperado. A Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO)parceira da Santa Casa na campanha, informou que, no ano passado, em todo o País, foram feitos 1.768 transplantes de rim doados por pessoas vivas e 1.594 doados por falecidos.No dia 30 deste mês, o shopping Pátio Higienópolis terá funcionários da Santa Casa que irão entregar cartões de doadores, panfletos, com plantão de esclarecimento de dúvidas. A Santa Casa ainda tem postos de informações em cinco hospitais: Beneficência Portuguesa, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Hospital São Paulo, Samaritano e Sírio Libanês.

>> Antiinflamatórios aumentam risco de enfarte, afirmam cientistas.

São Paulo - Dois anos após a retirada do mercado do antiinflamatório Vioxx e um ano depois da suspensão das vendas do Bextra, em função da publicação de estudos que atestavam que o medicamento aumentava os riscos de problemas cardíacos e renais, surge outra polêmica. Novos estudos científicos sobre os efeitos colaterais de antiinflamatórios indicam que remédios amplamente prescritos também aumentam o risco em até 40% de enfartes e derrames. Um deles refere-se particularmente ao diclofenaco, no mercado desde 1988 e vendido sob os nomes comerciais Voltaren e Cataflam, ambos do laboratório Novartis. A empresa, no entanto, garante não ter planos de suspender as vendas, feitas no Brasil facilmente sem receita médica.Segundo pesquisadores da Universidade de Newcastle, na Austrália, o composto aumenta o risco de acidentes cardiovasculares em até 40%, desde o primeiro mês de tratamento. “O resultado é surpreendente”, diz o farmacologista Anthony Wong, do Hospital das Clínicas de São Paulo. “O diclofenaco faz parte de uma geração de antiinflamatórios que protege contra a formação de coágulos sanguíneos e, portanto, evita problemas circulatórios. Mas precisa ainda ser confirmado com estudos clínicos.”Além do diclofenaco, existem hoje no mercado mais quatro princípios ativos da chamada primeira geração de antiinflamatórios, os não-esteroidais: ibuprofeno (Advil), nimesulida (princípio do Nisulid), naproxeno (Naprosin) e piroxican (Feldene). Eles agem principalmente numa substância que participa do processo de inflamação chamada COX-1. Ela está presente em todo o organismo. A boa notícia é que nem todos os remédios antigos apresentam os mesmos problemas. O naproxeno não influenciou o sistema cardiovascular, por exemplo.O FDA, órgão que regula remédios e alimentos nos EUA, anunciou que as novas evidências não mudarão a resolução sobre os antiinflamatórios não-esteroidais.Em nota, a Novartis diz que “a meta-análise não é aceita pelos órgãos reguladores como evidência clínica para suporte de registro de produtos”. A empresa, entretanto, garante que vai analisar mais profundamente o assunto. “Não reconhecemos a validade médica do estudo”, afirma Nelson Mussolini, diretor corporativo da Novartis.Foram revisados 23 estudos clínicos, que envolveram cerca de 1,6 milhão de pessoas. Os dados foram publicados ontem no site da revista da Associação Médica Americana por causa de suas implicações na saúde pública - na versão impressa, sairá apenas na primeira semana de outubro. A revista também publica novas evidências de risco da segunda geração de antiinflamatórios, os inibidores seletivos de COX-2, presente nas articulações. Entre eles estão o Bextra, o Celebrex (ambos da Pfizer) e o próprio Vioxx (da Merck). O Celebrex, considerado boa alternativa pelos médicos, aumenta o risco de doenças cardíacas quando ministrado em altas doses. O Vioxx aumentava a chance de problemas renais em cerca de 50% e quase triplicava o risco de enfartes.

13.9.06

>> SP tem o menor número de casos de rubéola da história.

Os casos de rubéola despencaram em São Paulo neste ano, registrando apenas 11 até este mês. O Estado deve chegar ao fim do ano com o menor número de casos da história, segundo um recente estudo da Secretaria de Estado da Saúde.
Os 11 casos deste ano somam 0,5% do registrado em 2000, quando 2.566 pessoas sofreram com a doença. Em 2001 uma grande campanha de vacinação em massa para mulheres na faixa dos 15 aos 29 anos foi realizada e contabilizou 4,8 milhões de pessoas imunizadas.
No mesmo ano da campanha foi registrada uma queda de 82,7% nos casos de rubéola em comparação a 2000, com 1.486 casos. Em 2002 foram registrados 277 casos; em 2003 foram 152 e em 2004, 129. No ano passado a doença afetou 35 pessoas.
"A vacinação é de extrema importância para a queda de doenças. São Paulo mostra que um trabalho sério dá resultados. A contribuição da população leva para bons resultados como esse", afirma o secretário de Estado da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata.
Entenda a doençaA rubéola é uma doença infecciosa causada por vírus que acomete crianças e adultos, embora seja mais comum na infância. Trata-se de uma doença benigna que causa febre, "rash" (manchas tipo "urticária" na pele) que dura aproximadamente três dias e aumento de gânglios linfáticos (como a língua).
Em mulheres grávidas a doença pode causar aborto. Se nascer, o bebê infectado pode apresentar problemas como cegueira, surdez e retardo mental, característicos da Síndrome da Rubéola Congênita.
A rubéola é adquirida através da inalação de gotículas de secreção nasal de pessoas contaminadas com o vírus ou via sangüínea, no caso do feto, a partir da mãe grávida. Crianças nascidas com rubéola podem permanecer fonte de contágio por muitos meses.
Para manter o controle da doença, a Secretaria do Estado da Saúde disponibiliza a vacina contra a rubéola em postos de saúde. As mães são orientadas a levar seus filhos para receber primeiro a vacina SCR do calendário da criança.

>> Secretaria da Saúde promove semana contra o HPV.

São Paulo - A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo promove a Semana de Prevenção ao HPV até sexta-feira. Para obter informações sobre o assunto, basta passar nos postos de saúde, que contarão com uma programação variada, como atividades de aconselhamento, reuniões com comunidade para conscientização da importância de prevenção e tratamento da doença e apresentação de vídeo educativo sobre como identificar uma doença sexualmente transmissível. O atendimento é das 7h às 19h. Para mais informações, ligue (011) 3241-2224

>> Começa hoje a campanha por pulmões saudáveis.

São Paulo - A Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia lança hoje a Campanha Nacional de Combate à Hipertensão Arterial Pulmonar (HAP). O evento, que acontece no hotel Mercure Central Towers, contará com a presença do pneumologista Mauro Zamboni, presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. A meta é levar à população mais informação sobre a síndrome, que é fatal e afeta pessoas de todas as idades. O diagnóstico precoce é a melhor maneira de se evitar o avanço da doença

12.9.06

>> Hipertensão arterial.

Estima-se que 25 milhões de brasileiros sofram de hipertensão. Desta população, metade não sabe que tem a doença, 25% sabem, mas não tratam e apenas 25% tratam adequadamente. O mais importante é que este problema, em geral, não tem sintomas. O primeiro sinal de sua existência pode ser um infarto, ou um acidente vascular cerebral. A hipertensão arterial é um dos principais fatores de risco para doenças decorrentes de aterosclerose e da trombose, que comprometem os sistemas cardíaco, cerebral, renal e vascular periférico. É responsável por cerca de 30% dos infartos e dos acidentes vasculares cerebrais, está na origem de doenças crônico-degenerativas, que comprometem a qualidade de vida das pessoas, e suas complicações são responsáveis por alta freqüência de internações. “O clínico geral tem papel fundamental na prevenção, diagnóstico e tratamento destas doenças. Primeiro porque cerca de 40% dos pacientes que chegam ao consultório do clínico, atualmente, apresentam estas doenças. Depois porque, em geral, é o primeiro e, muitas vezes, o único profissional a ser procurado pelo paciente”, destaca o dr. Abrão José Cury Jr, presidente da Regional S. Paulo da Sociedade Brasileira de Clínica Médica. O ideal é que a hipertensão seja tratada por uma equipe multiprofissional, porém a maioria dos serviços do país não oferece o atendimento completo. Diante disso, o papel do clínico se torna ainda mais importante e abrangente. Cabe a ele oferecer ao paciente, além do tratamento médico, orientação nutricional e de atividade física, bem como apoio psicológico, já que se sabe que a maioria dos pacientes abandona o tratamento. O coração bate 60 a 80 vezes por minuto, durante a vida, e impulsiona de 5 a 6 litros de sangue por minuto para todo o corpo. A pressão arterial é a força com a qual o coração bombeia o sangue através dos vasos e é determinada pelo volume de sangue que sai do coração e a resistência que encontra para circular no corpo. Pode ser alterada pela variação do volume ou da espessura do sangue, pelos batimentos cardíacos e pela elasticidade dos vasos. A hipertensão é caracterizada quando a pressão arterial está acima de 140 x 90 mmHg (milímetros de mercúrio) em adultos com mais de 18 anos, medida em repouso de quinze minutos, confirmada em três vezes consecutivas e em várias visitas médicas. Às vezes, a pressão pode subir como conseqüência de atividade física, estresse, drogas, alimentos, fumo, álcool e café. A pressão é considerada normal quando a pressão sistólica (máxima) não ultrapassa 130 e a diastólica (mínima) é inferior a 85 mmHg. Frente à sua importância e prevalência, a Hipertensão é tema do VI Congresso Paulista de Clínica Médica, que acontecerá nos dias 29 e 30 de Setembro de 2006, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo (SP). Informações no site www.clinicamedicaonline.com.br

>> Estudo aponta consciência em paciente vegetativo.

Washington - Técnicas avançadas de produção de imagens descobriram sinais surpreendentes de consciência num mulher em estado vegetativo, dizem cientistas britânicos em artigo publicado na edição desta semana da revista Science - descoberta que complica uma das principais questões éticas da Medicina.O trabalho certamente atrairá apelos de parentes desesperados para saber se seus entes queridos, cuja recuperação é considerada além da capacidade da Medicina, têm algum tipo de vida mental de que os médicos sequer suspeitam. Mas ainda é muito cedo para criar esperanças, dizem os cientistas. Não há como saber se a mulher pesquisada no estudo, de 23 anos e que sofreu dano cerebral há mais de um ano, irá se recuperar, e, portanto se a atividade cerebral registrada tem algum significado médico. Além disso, o ferimento específico estudado pode não ser típico dos demais pacientes em estado vegetativo.Não há, sequer, consenso sobre se a mulher realmente demonstrou consciência - ela parece ter conseguido obedecer, mentalmente, algumas ordens - ou se o cérebro apenas reagia automaticamente à fala dos cientistas. "Foi apenas uma paciente. O resultado de uma paciente não nos diz se outros pacientes terão resultados similares", disse o principal responsável pelo experimento, o médico Adrian Owen.A mulher estudada foi ferida num acidente de carro. Quando Owen fez imagens de seu cérebro, cinco meses depois, ela havia sido declarada em estado vegetativo - incapaz de reagir, fisicamente, a uma bateria de testes. Uma pequena porcentagem das pessoas se recupera após um curto período em estado vegetativo.Os que não melhoram após muito tempo são classificados em "estado vegetativo persistente", como Terri Schiavo, cujo caso desencadeou uma controvérsia política nos EUA sobre a questão de se tirar ou não esses pacientes dos aparelhos que os mantêm vivos. No caso de Schiavo, uma autópsia revelou dano cerebral irreversível.Segundo Owen e colegas, leituras do cérebro da mulher analisada no novo estudo, feitas com ressonância magnética funcional (fMRI), mostram que ela preserva alguma consciência, a despeito do estado vegetativo.Como eles sabem disso? Primeiro, checaram se ela conseguiria entender a fala. Quando lhe disseram "há café com leite e açúcar", as imagens de fMRI mostraram reação nas mesmas regiões do cérebro ativadas em voluntários saudáveis que ouviram a mesma frase.Depois, Owen pediu à mulher que realizasse uma tarefa mental - que se imaginasse jogando tênis e caminhando pela casa. Regiões do cérebro responsáveis pelo controle dos movimentos se ativaram no cérebro dela, da mesma forma que no de voluntários saudáveis usados na comparação. "Não há outra explicação para isso, além de que ela tinha decidido, intencionalmente, envolver-se no estudo e fazer o que pedíamos", disse Owen. Outros cientistas, porém, não vêem a questão tão fechada. Os resultados não são "totalmente convincentes de consciência", diz o neurocientista Lionel Naccache, do instituto Nacional de Ciências da França.

11.9.06

>> Médicos não sabem lidar com tabagismo, revela pesquisa.

São Paulo - Um levantamento realizado pelo laboratório Pfizer em 16 países com 2.800 médicos, fumantes e não-fumantes, revela que a maioria deles precisa de orientação para tratar de tabagistas. Embora 90% dos profissionais recomendem o abandono do cigarro, apenas 47% deles elaboram com seus pacientes um plano para atingir a meta. Além disso, cerca de 20% consideram que fumar não é um problema de saúde, mas uma opção.

>> Hospitais investem no público 5 estrelas.

São Paulo - O Hospital São José, recém-inaugurado em São Paulo, mais parece um hotel cinco-estrelas. Lobby luxuoso, apartamentos de 75 metros quadrados com sala de estar e varanda, localização privilegiada num prédio de nove andares cercado de árvores centenárias e tecnologia de ponta em diagnóstico por imagem.Faz parte de um segmento que não pára de crescer no País - o de hospitais top de linha, concebidos para atender a um público que tem convênio médico especial e está acostumado a luxo e conforto. Já são 34 cinco-estrelas no Brasil, segundo a Associação Nacional de Hospitais Privados.A concorrência é mais acirrada em São Paulo. O São José, por exemplo, localizado na Bela Vista, integra o complexo da Beneficência Portuguesa - uma instituição tradicionalmente voltada para o grande público e que, até agora, estava fora desse nicho sofisticado. Os pacientes do sistema público de saúde, o SUS, respondem por 60% do atendimento. Os demais são de classe média, clientes de planos de saúde.'Desospitalização'Para entrar na briga por esse mercado, a Beneficência investiu US$ 8 milhões em equipamentos no São José. "Montamos o hospital mais moderno do País. Nosso objetivo é concorrer com o Sírio-Libanês, o Albert Einstein e o Incor", diz o empresário Antonio Ermírio de Moraes, presidente da Beneficência Portuguesa. Dos 111 leitos do São José, 70 são para internação. O hospital dispõe de 14 vagas na UTI, 6 na semi-intensiva e 7 salas cirúrgicas.Pode parecer contraditório, mas um dos motivos para o atual boom dos hospitais top de linha é um fenômeno conhecido como desospitalização. Isso porque o maior faturamento dos hospitais se dá nos primeiros dias de internação. Se a instituição não tem recursos de diagnóstico e cirúrgicos de ponta, perde pacientes e receita.Há dez anos, o paciente que se submetia a uma cirurgia de vesícula, por exemplo, ficava cinco dias internado. Hoje, sai no dia seguinte. Para tratar de uma endocardite (inflamação no coração), a média era de um mês de internação. Atualmente, depois de dias internado, o paciente continua o tratamento em casa, com antibióticos."As chances de um hospital modesto sobreviver são cada vez menores", avalia Carlos Suslik, coordenador do MBA em Gestão de Saúde do Ibmec São Paulo. Um levantamento da Associação Nacional de Hospitais Privados mostra que os hospitais cinco-estrelas oferecem sete tomógrafos e seis aparelhos de ressonância para cada mil leitos. Nos hospitais mais modestos, essa relação é de 1,26 máquina de ressonância e de 4,4 tomógrafos por mil leitos.Em nome da humanização, os top de linha investem também no ambiente. A idéia é fazer com que o paciente e os familiares não percebam que estão num hospital. Nas UTIs do São Luiz, do Santa Catarina, do Albert Einstein e do Hospital do Coração, por exemplo, os aparelhos ficam atrás do leito, escondidos do paciente. Quartos têm janelas amplas,que permitem a iluminação natural.Ao contrário do que se imagina, muitos desses hospitais são filantrópicos e participam da saúde pública. "Eles têm isenções de impostos se investem em programas públicos", diz Suslik, do Ibmec. O Samaritano, por exemplo, participou do último mutirão ginecológico gratuito da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo. O Sírio-Libanês capacita médicos da Prefeitura e o Einstein abriga a maior equipe de transplante de fígado - 90% dos transplantes são pagos pelo SUS.

5.9.06

>> 'Polipílula' cardíaca poderá salvar milhões, dizem médicos.

Barcelona - Um pílula ainda em desenvolvimento para tratar problemas cardíacos, que combina três drogas, poderá salvar milhões de vidas, principalmente nos países em desenvolvimento, disseram especialistas no Congresso Mundial de Cardiologia. A chamada "polipílula" conterá aspirina, estatinas e inibidores de ACE - drogas que, sabe-se, evitam problemas cardíacos recorrentes - e será usada para evitar ataques do coração, derrames e outros problemas cardiovasculares."Potencialmente, milhões de vidas poderão ser salvas em todo o mundo com isso", declarou o médico Sidney Smith, presidente da comissão consultiva científica da Federação Mundial de Cardiologia. "Sabe-se que essas terapias reduzem a mortalidade em mais de 50%".Cerca de 17,5 milhões de pessoas morrem de doença cardíaca todo ano, com cerca de 80% dos ataques cardíacos ocorrendo em nações de renda baixa ou média. A federação, que promove a polipílula, diz que ela poderá estar pronta em dois anos. Seria testada inicialmente na Espanha, antes de ser exportada para outros mercados, como a China, por 20% do custo das terapias cardíacas atuais.A polipílula seria provavelmente usada em pacientes com histórico conhecido de problemas cardíacos, e seria mais fácil de tomar, levando mais pacientes a seguir o tratamento. "As pessoas não gostam de tomar cinco ou seis remédios", disse a médica Sania Nishtar, presidente de uma ONG baseada no Paquistão. "Seria muito mais fácil tomar só um".Alguns especialistas, porém, dizem que a abordagem de usar uma única pílula como uma terapia de "tamanho único" é enganosa e pode levar a complicações maiores, já que cada componente da polipílula tem seus próprios efeitos colaterais.

4.9.06

>> Cientistas transformam células em predadores de tumores.

São Paulo - Cientistas americanos conseguiram transformar células normais em "predadores" de tumores, que eliminaram qualquer sinal de melanoma (câncer de pele) em dois homens que já haviam passado pelos métodos tradicionais de tratamento, como quimioterapia. É a primeira vez que uma terapia genética tem casos bem-sucedidos no combate à doença.Os pacientes tinham melanomas agressivos, tipo de câncer que mata milhares de pessoas por ano e com taxa alta de reincidência. Eles regrediram e sumiram um ano depois do tratamento e o sucesso foi mantido durante o ano seguinte. Os cientistas continuarão a acompanhá-los.A terapia ainda é experimental, pouco efetiva (de 17 voluntários, 15 não apresentaram a mesma resposta) e só funciona para melanoma. Mas o Instituto Nacional do Câncer dos EUA comemora o feito, pois atacou o tumor em seu pior estágio, quando se espalha pelo corpo, ao contrário de outras estratégias que focam um único tumor.O governo espera testar a técnica em alguns pacientes que sofrem de cânceres mais comuns, como o de mama. A esperança é que, um dia, o tratamento forneça uma supressão dos tumores a longo prazo. "Não é como a quimioterapia ou a radioterapia, que uma vez terminada não há mais o que fazer", diz Steven Rosenberg, líder da pesquisa que foi detalhada no site da revista Science (www.sciencemag.org). "Damos células vivas que continuam a crescer e funcionar no corpo."A técnica é simples e engenhosa. Ela "ensina" as células brancas a achar o tumor com receptores específicos ao antígeno do câncer, que sofre então um ataque. As células brancas chamadas linfócitos T são especialistas em exterminar germes do corpo. Mas células cancerosas passam como saudáveis, invisíveis aos linfócitos.Em 2002, Rosenberg descobriu que alguns pacientes com melanoma carregam linfócitos T especializados em atacar o tumor. Ele separou essas células do sangue, cultivou bilhões delas em laboratório e as reinseriu no corpo deles. Cerca de metade mostrou uma melhora significativa.Mas nem todos os pacientes produzem um número mínimo desses linfócitos para serem detectados em exames de sangue. Foi quando ele decidiu fabricá-los.Continuidade - "Estou curado", disse um dos pacientes, Mark Origer, de 53 anos. "Sei como sou afortunado por ter respondido ao teste. Nem todos tiveram a mesma sorte." Só ele e outro homem, de 30 anos, eliminaram os tumores. Nos outros 15 casos, o número de células modificadas foi baixo. Por que apenas duas pessoas responderam ao tratamento? Patrick Hwu, da Universidade do Texas, arrisca dois motivos: há muitos tipos de linfócitos T e pegar os ideais para alterá-los geneticamente é muito difícil, ou talvez receptores mais precisos sejam necessários. "Mas são todas questões solucionáveis.""Temos de ser cautelosos para não criar expectativas grandes. Mas é empolgante e prova que o conceito funcionará", diz Len Lichtenfeld, da Sociedade Americana de Câncer.

1.9.06

>> Nutricionistas combatem as 'dietas milagrosas'.

São Paulo - "Elimine 7 kg em duas semanas", "faça a dieta da lua e perca 4 kg em 10 dias" ou "conheça a dieta do carboidrato e fique linda e magra". Estes são alguns exemplos de manchetes que, com freqüência, estampam a capa da maioria das revistas femininas. A promessa é exterminar, em poucos dias, a gordurinha extra de suas leitoras. As mulheres, alucinadas com a possibilidade de conquistar o corpo dos sonhos, começam a dieta no mesmo dia.Porém, no outro lado da história, há uma turma que está preocupada com as conseqüências de tantas promessas sem fundamento: os nutricionistas. Eles, que comemoram hoje o Dia do Nutricionista, fazem de tudo para alertar a população sobre o problema de ingerir alimentos que não suprem a quantidade de nutrientes que o corpo humano exige. "As pessoas não imaginam o que terão de encarar futuramente. Existe uma série de malefícios para a saúde de quem se alimenta de forma inadequada", avisa Erika Suiter, nutricionista do Hospital Sírio Libanês.Por isso, é preciso ficar atento, pois algumas pessoas se atrevem a dar palpites sobre como devemos conduzir a nossa alimentação, mas se esquecem de que existem profissionais capacitados e que esclarecem com propriedade dúvidas sobre a conduta alimentar diária. "Depois de um tempo, descobri que o nutricionista é fundamental para qualquer ser humano. Tinha uma alimentação desregrada. Agora estou bem mais disposta", lembra a dona de casa Marina Machado, de 45 anos.Segundo Alessandra Toledo, nutricionista da loja Mundo Verde, seus pacientes buscam uma alimentação mais saudável, rica em proteínas e fibras, mas não sabem direito o que ingerir. Por isso, ela acredita que é importante orientá-los de forma didática. "É uma tendência mundial as pessoas se preocuparem cada vez mais com o que ingerem", diz. Já Legiane Rigamonti, nutricionista do Sesi-SP, acredita que o problema esteja no consumo exagerado. "Nosso papel é o de orientar as pessoas sobre o que elas podem ingerir com mais e menos intensidade. Todo mundo pode comer de tudo, basta ter cautela", ensina.Presentão - A preocupação com a saúde da população é tão grande - e deve ser levada a sério, independentemente da idade - que, a partir de dezembro, o Brasil adotará parâmetros próprios para avaliar o estado alimentar e nutricional da população escolar. Atualmente, são usados parâmetros norte-americanos, incompatíveis com a cultura alimentar brasileira. "A adequação dos valores à alimentação escolar permitirá que os nutricionistas elaborem cardápios que atinjam 15% das necessidades nutricionais diárias das crianças", explica a nutricionista Albaneide Peixinho, coordenadora-geral do programa.

>> Anvisa suspende venda de suplementos alimentares.

Brasília - A importação, o comércio e o uso de duas marcas de suplementos alimentares foi suspensa em todo país pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A alegação é que os suplementos possuem substâncias proibidas para este tipo de produto.A medida vale para todos os lotes dos produtos Herbal Dietary Supplement Yellow Swarm, produzido pela Nve Pharmaceuticals, que tem em sua composição a efedrina - uma substância sujeita ao controle especial. Já o produto Dietary Supplement Androstene 100, da empresa American Strength Products, possui androstenodiona.A Anvisa também determinou a suspensão da importação em todo o país dos lotes do produto Diu Hkupper, fabricado pela empresa Medical Engineering e importados após sete de novembro de 2001 pela empresa Cimed Comercial, de Porto Alegre (RS). O produto não possui registro junto a Agência.

29.8.06

>> Carlos Apolinario luta pela saúde.

>> Atividade física no tratamento da síndrome de Down.

A atividade física para portadores de necessidades especiais é muito importante no processo de inclusão social destas pessoas, pois auxilia na socialização, melhora o equilíbrio emocional e também ajuda prevenir doenças congênitas que por acaso venham a atingir estes indivíduos. Estudos mostram que pessoas com deficiências, notadamente os portadores da síndrome de Down, tendem a se tornar sedentários, levando-os a desenvolverem problemas como obesidade, diabetes, colesterol e triglicérides altos,hipertensão e doenças cardíacas. O estudo lembra que os portadores desta anomalia têm tendência natural a uma compulsão alimentar, o que pode levar a uma alta do peso corporal. Também apresentam uma pré-disposição à doenças do coração. Por isso, especialistas afirmam ser fundamental que os portadores da síndrome sejam estimulados desde criança à prática regular de alguma atividade física. Os exercícios mais indicados para quem tem esta necessidade especial são: a caminhada, a corrida,a natação, andar de bicicleta e a dança. São atividades que podem ser feitas sem grandes dificuldades por estas pessoas e vão ajudar a uma melhora da condição corpórea, prevenindo doenças provocadas por uma vida sedentária e ajudando a melhorar a auto-estima e o equilíbrio emocional dos portadores da síndrome de Down.

>> Fuja do sedentarismo e ganhe saúde.

A falta de exercícios sempre esteve associada a doenças e a fatores de risco para a saúde. Hoje, a própria Organização Mundial da Saúde revela dados que mostram que morrem por ano nos Estados Unidos, cerca de 250 mil pessoas por problemas decorrentes da ausência de atividade física. O indivíduo sedentário tem maior probabilidade de desenvolver problemas do aparelho cardiorrespiratório e circulatório. Outra má notícia é que os sedentários têm ainda maior predisposição a vários tipos de câncer, como o de cólon, pâncreas, rim e mama. Doenças do sistema endócrino, como o diabetes do tipo 2 e a obesidade, que tem se tornado um verdadeiro flagelo atingindo milhões de pessoas em todo o mundo, também poderiam ser combatidas com a prática regular de exercícios. Patologias como mal de Parkinson, Alzheimer e esclerose múltipla também poderiam ser prevenidas desta forma. A pratica sistemática de atividade física demonstra evidências de melhora do sistema cardiovascular, pois diminui de colesterol total e aumentando as frações do HDL , também chamado de o “bom” colesterol.

28.8.06

>> Pílula do dia seguinte tem venda liberada nos EUA.

Após anos de debates, o governo americano autorizou nesta quinta-feira a venda livre da `pílula do dia seguinte` para maiores, apesar da feroz oposição da direita cristã. "A FDA (Food and Drug Administration, agência que regula os alimentos e os medicamentos nos Estados Unidos) anunciou a aprovação da chamada Plano B, uma pílula anticoncepcional, com uma Opção de Venda Livre (OTC) para mulheres de 18 anos ou maiores. A Plano B é conhecida como um método anticoncepcional de emergência ou como `a pílula do dia seguinte`", informou a agência em um comunicado. A Plano B, cujo componente químico é 0,75 mg de levonorgestrel, poderá ser adquirida por menores de 18 anos com prescrição médica, acrescentou. "A Duramed, subsidiária da Barr Pharmaceuticals, distribuirá a Plano B com um programa rigoroso de etiquetagem, embalagem, educação, distribuição e controle", emendou a FDA. A `pílula do dia seguinte`, um meio anticoncepcional eficaz nas 72 seguintes a uma relação sexual sem proteção, já estava disponível sob prescrição médica desde 1999 nos Estados Unidos, onde é comercializada pelos laboratórios Barr. Em 2003, uma comissão da FDA havia recomendado que este medicamento fosse de venda livre para mulheres adultas. Mas devido a uma forte oposição da direita cristã contra o aborto, a agência desistiu da proposta. O debate foi relançado no verão (boreal) passado pelo novo diretor da FDA, Andrew von Eschenbach, sob pressão política. Depois de um longo processo no qual se considerou a opinião de vários especialistas, a FDA finalmente autorizou oficialmente, nesta quinta-feira, a venda livre da `pílula do dia seguinte` para as mulheres adultas e para menores de 18 anos com prescrição médica. O presidente americano, George W. Bush, defensor da abstinência sexual antes do casamento, havia aprovado a decisão indiretamente. "Considero que deve ser obrigatória uma receita para que as menores obtenham a Plano B", disse na segunda-feira, afirmando que apóia as decisões de Von Eschenbach. "Esta decisão, que deveria ter sido tomada há muito tempo, é uma vitória para a saúde das mulheres", reagiram em um comunicado as senadoras democratas Hillary Clinton e Patty Murray. "Também é um momento importante para (...) mostrar que a FDA retornará a seu objetivo, que é colocar a ciência à frente da ideologia", acrescentaram. Já da parte dos militantes contrários ao aborto, considerou-se "muito inquietante que a FDA tenha sacrificado a saúde das mulheres em nome da política", segundo declarou o presidente do Conselho de Pesquisa sobre a Família, Tony Perkins, que estuda levar o caso aos tribunais. "Lamentavelmente, nossa cultura pop moderna estimula as mulheres a tratarem sua fertilidade como uma doença", acrescentou Kimberly Zenarolla, vice-presidente do Centro Nacional de Ação pela Vida. No entanto, a venda livre não garante acesso irrestrito ao medicamento, principalmente nas cidades pequenas. Em março passado, a Wal-Mart, maior rede varejista do mundo, consentiu, depois de anos de procedimentos jurídicos, que a pílula seja vendida em suas farmácias americanas. No entanto, seus farmacêuticos estão amparados por uma cláusula de consciência e podem se negar a vendê-la.

>> Cigarro acelera envelhecimento da pele, diz estudo.

São Paulo - A vaidade é o novo argumento dos médicos no combate ao fumo. Estudo da Santa Casa de São Paulo quantificou o envelhecimento da pele com a ação do cigarro. E calculou as chances de o fumante ter problemas estéticos com a idade.Uma das conclusões da pesquisa da Santa Casa tem tudo para perturbar até os menos vaidosos - o envelhecimento facial do fumante é 3,5 vezes mais rápido em relação ao não fumante. "Queremos usar a estética para atingir o fumante", diz o dermatologista Marcus Maia, coordenador do trabalho, publicado na última edição dos Anais Brasileiros de Dermatologia, maior referência científica brasileira na área. "Há anos coordeno campanhas da Sociedade Brasileira de Dermatologia e não vejo progressos, o número de fumantes nunca cai significativamente." A dermatologista Mirian Marques, médica-assistente da Central de Laser do Instituto do Coração (Incor), concorda. "Tenho muitas pacientes que só pararam de fumar quando souberam que o cigarro envelhece."Rugas profundas ao redor dos olhos, da boca e nas bochechas são os primeiros sintomas da ação do cigarro. "Na pele do fumante, a fase das ruguinhas quase nunca existe. Os primeiros sinais são vincos grossos", conta Maia.Vaso Apertado - O cigarro provoca vasoconstrição - um só cigarro mantém o vaso contraído por cerca de 90 minutos. Com menos espaço para o sangue circular, a pele recebe menos oxigênio e as rugas se formam. Não só isso. A diminuição na quantidade de sangue faz com que a pele fique desbotada.A falta de sangue também age na camada de gordura da pele, que fica embaixo da derme. Com menos oxigênio, o número de células gordurosas diminui. No rosto, isso não é bom, já que a gordura ajuda na sustentação da pele. O resultado são ossos saltados e bochechas aprofundadas.Uma das explicações para a vasoconstrição é a nicotina agir no sistema nervoso simpático, região responsável pela estimulação de ações que permitem ao organismo responder a situações de estresse, como aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão e da adrenalina.A nicotina também estimula a agregação das plaquetas, parte do sangue responsável pela coagulação. Na prática, o sangue fica mais viscoso e com mais dificuldade de circular.O estudo da Santa Casa analisou 77 voluntários com idade de 40 a 60 anos. A maioria fumava havia mais de dez anos. Os grupos foram divididos por duas cores de pele, branca e negra. Os negros são mais resistentes às rugas. "A pele negra tem mais melanina (pigmento que faz as vezes de filtro solar) e colágeno (camada de sustentação da pele)", explica Mirian, do Incor. "O cigarro afeta a fabricação do colágeno."Não há dados exatos sobre a reversibilidade das rugas. "A vasoconstrição pode melhorar um pouco depois de alguns meses sem nicotina no corpo. Mas o colágeno não é mais reconstituído", alerta Mirian.A analista de sistemas Eliana Ponte, de 45 anos, que parou de fumar há um ano, sentiu algumas diferenças. "Não vi diferença nas rugas. Mas ganhei cor."